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A equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro estuda extinguir o Ministério do Trabalho; uma das alternativas é associar a área a algum órgão ligado ao Palácio do Planalto ou fatiar as diferentes áreas, transferindo, por exemplo, a gestão da concessão de benefícios para órgãs ligados ao campo social, e a gestão da política de trabalho e renda para o novo Ministério da Economia ou para um órgão dedicado a produtividade; O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, classificou a proposta como nefasta.

A proposta gera preocupação entre setores trabalhistas, até porque Bolsonaor já disse que "o trabalhador terá de escolher entre mais direito e menos emprego, ou entre menos direito e mais emprego". A declaração foi concedida no dia 28 de agosto ao Jornal Nacional. 
Em nota divulgada na manhã desta terça-feira (6), o Ministério do Trabalho afirmou que foi "criado com o espírito revolucionário de harmonizar as relações entre capital e trabalho em favor do progresso do Brasil", que completa 88 anos no 26 de novembro "e se mantém desde sempre como a casa materna dos maiores anseios da classe trabalhadora e do empresariado moderno, que, unidos, buscam o melhor para todos os brasileiros".
De acordo com o texto, "o futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado pela Nação Brasileira, na efetivação do comando constitucional de buscar o pleno emprego e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros".
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que a proposta de acabar com o Ministério do Trabalho é nefasta. "Queremos o Ministério do Trabalho como um bom instrumento que possa alavancar ações relevantes para o mundo do trabalho com medidas progressistas que melhorem as relações entre governo, empresariado e trabalhadores, e dar um novo alento ao setor produtivo nacional", disse.
O que também preocupa é intenção do novo governo em incorporar o Ministério de Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) ao Ministério da Economia, o que pode desequilibrar ainda mais a já desigual ralação entre capital e trabalho. Segundo o Portal Vermelho, dez entidades ligadas ao setor industrial – Abimaq, Abinee, Abicalçados, Abiquim, Abit, Abrinq, Anfavea, AEB, Cbic e Instituto Aço Brasil – propuseram agora a combinação de produção e trabalho em um único ministério.
"A junção entre produção e trabalho é uma mudança de paradigma, que busca desburocratizar e aprimorar a relação capital-trabalho, facilitando assim a colaboração entre as partes e promovendo o empreendedorismo, a inovação, a produtividade e a competitividade da economia brasileira", diz um trecho do documento dos industriais enviado à equipe de Bolsonaro.

Fonte: 247.com