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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Depressão? Síndrome do Pânico? Pensamento Suicida? Para muitos é frescura


 Olá meus fofoqueiros e minhas fofoqueiras de plantão, infelizmente a depressão e síndrome do panico tem levado muito ao suicídio. Para alguns é frescura ou viadagem, o que é um erro.
 Um medo súbito e inesperado. Uma alta carga de ansiedade que pode paralisar a pessoa a ponto de ela não conseguir realizar até as coisas mais simples da sua rotina, como trabalhar ou sair de casa para ir ao supermercado. A síndrome do pânico é considerada um transtorno de ansiedade que, na hora do ataque, leva o paciente a se sentir em uma situação de perigo, tornando-o incapaz de escapar.
Os ataques podem acontecer nos mais diversos locais ou situações, como em um supermercado, dirigindo um carro, trabalhando, sentado em um sofá ou até mesmo em uma roda de amigos.
Mas, afinal, quais as causas da síndrome do pânico, quais os seus sintomas, que situações e atividades devem ser evitadas por quem sofre desse transtorno e quais os tratamentos? No artigo de hoje, vamos trazer esclarecimentos sobre o assunto. Continue a leitura e confira!

Quais são as causas da síndrome do pânico?

Os casos de síndrome do pânico têm crescido e, infelizmente, atingido até crianças. Em um mundo competitivo, cheio de pressões e cobranças, o gatilho para disparar a doença pode começar na infância. A disputa em ser o melhor, em “dar conta do recado” e em ser multitarefas torna o ser humano propenso a desencadear diversos transtornos de ansiedade — um deles, o pânico.
Muitas vezes, as causas da síndrome do pânico estão nos traumas vividos dentro da família, como a morte de um filho, cônjuge, pais ou irmãos, divórcio, desemprego. Podem ter ligações também com as transições da vida, como se casar, se formar em uma faculdade e ter um bebê.
O transtorno também pode ser causado por condições fisiológicas. Pessoas com prolapso da válvula mitral — problema cardíaco que acontece quando uma das válvulas do coração não trabalham corretamente —, hipertireoidismo, hipoglicemia e a retirada de medicamentos também são pontos de atenção para quem está sofrendo de pânico e não entende os motivos.  
Normalmente, a síndrome do pânico é desencadeada por um ataque de pânico que passa a se repetir. Estudos demonstram que a doença atinge duas vezes mais as mulheres do que os homens, principalmente entre os 18 e 35 anos.
Apesar desse dado, de acordo com o especialista em medicina comportamental, hipnoterapeuta e presidente da Sociedade InterAmericana de Hipnose (SIAH), Valdecy Carneiro, qualquer pessoa pode desenvolver a doença, até mesmo crianças, por diversos motivos da era pós-moderna, alguns já citados neste artigo. 

Quais os sintomas?

Muitas pessoas sofrem com a doença e, por ter algumas sensações físicas, disparadas pelo cérebro, começam a ser tratadas por cardiologistas e neurologistas. O ataque costuma ser repentino, mas o pico é atingido em 10 a 15 minutos. A maioria dos episódios se encerra entre 20 e 30 minutos e é raro durar mais de uma hora.
Os sintomas da síndrome do pânico podem estar relacionados a diversos sinais. Os mais comuns são:
  • palpitação cardíaca;
  • falta de ar ou hiperventilação;
  • dor no peito;
  • sensação de desmaio;
  • tonteiras;
  • tremor;
  • sudorese;
  • náuseas;
  • forte dor no estômago;
  • formigamento pelo corpo;
  • sensação de morte;
  • descontrole total da situação;
  • pavor intenso;
  • medo de enlouquecer;
  • pensamento acelerado;
  • agitação;
  • visão estranha e desfocada;
  • vontade de sair correndo;
  • falta de apetite
Segundo Valdecy Carneiro, “a pessoa pode também desenvolver algumas fobias específicas que estão associadas aos sintomas citados acima, como medo de lugares fechados e sair à noite. Isso também leva a uma baixa autoestima e, nos casos mais graves, pode levar ao suicídio”. 
O especialista em medicina comportamental e hipnoterapeuta ressalta a importância de procurar ajuda profissional se a pessoa detectar os sintomas da síndrome. Outra orientação é para que as pessoas não acreditem em todas as sintomatologias descritas na internet. O paciente que apresenta algum sintoma do transtorno pode começar a desenvolver os outros citados apenas por meio de uma autossugestão.  

Qual a diferença entre medos e síndrome do pânico?

Pessoas que sofrem da síndrome do pânico relatam ter “medo de sentir esse medo controlador”. Isso porque o transtorno faz com que não seja possível saber de onde surge a sensação de apavoramento. Quando uma pessoa sente alguma fobia, é possível identificar a origem ou o objeto que provoca a sensação.
Já um ataque de pânico surge sem explicações ou origem e é isso que faz com que a pessoa perca o controle da situação. Ela não tem, pelo menos conscientemente, noção do que realmente está sentindo. Pode ser acometida de alguns sintomas, como uma forte dor no peito, e ser tratada como um problema físico, demorando, assim, a ter o diagnóstico da síndrome do pânico.

Quais situações e atividades devem ser evitadas por quem sofre desse transtorno?

O momento do ataque de pânico é súbito, de profundo pavor e descontrole emocional. Pacientes que convivem com a síndrome devem evitar locais muito cheios, fechados e tudo que possa desencadear uma crise. 
Além disso, é aconselhável sair de casa na companhia de uma pessoa de confiança, pois ficar sozinho quando se está em crise não é recomendado. Nos casos em que a pessoa já conseguiu identificar quais situações provocam um ataque, deve-se fazer o possível para evitá-las.

Como se controlar no momento da crise?

O ataque de pânico costuma pegar a pessoa de surpresa, sem deixar que ela formule um mecanismo de defesa tão rápido quanto a sensação profunda de medo e pavor. Algumas dicas podem ajudar no alívio dos sintomas.
Respirar fundo é a primeira atitude a ser tomada. Fechar os olhos e procurar focar em algo agradável, prazeroso, acreditando que tudo vai se normalizar em questão de minutos também é uma orientação importante para quem sofre com o transtorno.
Procurar um local seguro e arejado, para que o momento de crise seja menos desconfortável. Sentar ou agachar pode ajudar a aliviar as sensações de tontura e a falta de ar. Veja mais sugestões que podem ajudar durante um ataque:

Focar a mente em outra situação

Levar o pensamento para outra situação ou lugar no momento da crise, pode ajudar a aliviar os sintomas, pois tira o foco das sensações irreais do ataque.

Ter amigos para apoiar o paciente

Amigos verdadeiros são essenciais durante o tratamento da síndrome do pânico. Ligar para essa pessoa da sua confiança, que pode até ser um familiar, e pedir ajuda no momento da crise também pode ajudar até a superação da crise.

Fonte: sociedadeinteramericanadehipnose