Coronavírus leva William Bonner e Renata Vasconcellos ao JN de sábado

William Bonner e Renata Vasconcellos entrarão para o rodízio do JN aos sábados (Imagem: Divulgação / Globo)
A necessidade de recorrer a âncoras apenas do Rio de Janeiro, para evitar a movimentação de profissionais de outras praças, a fim de colaborar com as medidas de prevenção ao novo coronavírus, limitou ao máximo o rodízio de apresentadores do Jornal Nacional.
Além de Flávio Fachel e Mariana Gross, presentes na edição do dia 21 de março, e de Hélter Duarte e Ana Paula Araújo, que comandaram a edição de ontem (28), o principal telejornal do país passará a contar com os titulares também no final de semana.
Tanto William Bonner quanto Renata Vasconcellos passarão a apresentar o JN aos sábados. Renata, inclusive, estará na edição do dia 4 de abril, muito provavelmente ao lado de William, segundo o apurado. À coluna, a Globo confirmou a presença dos âncoras no rodízio, porém informou que não necessariamente em dupla.
Bonner e Vasconcellos ficam com as vagas que caberiam a Chico Pinheiro (66) e Ana Luiza Guimarães (53). Ambos fazem parte do chamado grupo de risco – pessoas com mais de 60 anos, com doenças crônicas ou em recente tratamento contra o câncer, o caso da Ana Luiza.
Com a escalação dos apresentadores oficiais, o Jornal Nacional passa a dispor de três duplas. Até a entrada de âncoras de outras praças, em razão dos 50 anos do noticiário, o cobiçado rodízio do JN sempre contou com quatro ou cinco duplas fixas. Com a pandemia, a ideia agora é fixar pelo menos oito profissionais.

A coluna apurou que a quarta dupla vai ser formada por nomes da GloboNews. Maria Beltrão, do Estúdio i, Marcelo Cosme, do Em Pauta, Renata Capucci, do Via Brasil, e André Trigueiro, do Cidades e Soluções, são os mais cotados. À exceção do “novato” Cosme, que virou âncora fixo há pouco tempo, os outros três acumulam bancadas de telejornais como Bom Dia Rio, RJTV 1ª e 2ª Edições, Bom Dia Brasil e Jornal das 10 ao longo da carreira. Em comum, os quatro são do Rio.

Ajustes paulistanos

Se o JN passa a contar com âncoras apenas do Rio de Janeiro, o inverso cabe ao Jornal Hoje, que irá dispor de apresentadores da Globo São Paulo enquanto a quarentena durar. Márcio Gomes, que apresentou a edição de ontem (28), terá a companhia de Rodrigo Bocardi (Bom Dia SP), César Tralli (SPTV 1ª Edição) e Roberto Kovalick (Hora Um).

Grifes em alta 1

A definição por Cesar Tralli para apresentar o Edição das 18h, da GloboNews, no lugar de Leilane Neubarth (61), conforme informou esta coluna com exclusividade, e a opção por Christiane Pelajo para substituir Carlos Tramontina (63) no SPTV 2ª Edição surpreenderam muita gente. À esta publicação, a Globo informou que “a situação atual faz com que as decisões estejam sendo tomadas diariamente”.

Grifes em alta 2

Porém… a escolha por Tralli, que é de São Paulo, e não por Leila Sterenberg ou Cecília Flesch, que são do Rio de Janeiro, assim como Neubarth, deu-se em razão de uma estratégia: a direção da GloboNews precisou recorrer a um nome de peso, mais conhecido do grande público, diante da concorrência com a novata CNN Brasil, que entre 18h e 20h, horário do Edição das 18h, dispõe de duas de suas principais estrelas: Reinaldo Gottino e Monalisa Perrone. Quanto a Pelajo, a jornada dupla foi um aceno da direção da Globo à apresentadora do Edição das 16h, cujos índices dispararam exorbitantes 176% nos últimos tempos.

Elas merecem

Em compensação, a direção da GloboNews passou a recorrer com mais frequência às presenças de Leila e Cecília. Além de já cobrir os titulares do Edição das 10h, Estúdio i e Em Pauta, a dupla passou a ser utilizada em traduções simultâneas, caso da Leila, e em entradas para notícias urgentes em todos os telejornais da casa. Além disso, Leila Sterenberg segue como apresentadora do ótimo Arquivo N.

E tenho dito

A celebrada resposta de Ana Paula Araújo, via mini editorial, ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no JN de sábado (28) é digna de registro em tempos de mugidos alucinógenos: “O ministro da Saúde encontrou uma outra maneira de agradar o presidente. Criticou o trabalho da imprensa afirmando que os meios de comunicação são ‘sórdidos’, porque, na visão dele, ‘só vendem se a matéria for ruim’. Na pandemia de um vírus letal contra o qual não há medicamento ou vacina, é estarrecedor que ele não reconheça que o nosso trabalho. O trabalho de todos os colegas jornalistas – daqui da Globo, mas também de todos os veículos – é um remédio poderoso: dar informação para que o povo possa se proteger. Há muitos trabalhos essenciais; o dos médicos, enfermeiros, em primeiro lugar. Mas nós jornalistas estamos nas redações e nas ruas, arriscando nossa saúde para cumprir a nossa missão. E fazemos isso com orgulho”.

À altura

O showrnalismo apresentado no péssimo Alerta Nacional, da RedeTV!, serve, de fato, como uma alerta… do que não fazer. Ainda que o canal celebre os 2 pontos de média e picos, agora frequentes, de 3 pontos na Grande São Paulo, Sikêra Jr prefere o circo e o zapzap à informação de qualidade. É o típico produto que foi sepultado na década de 1990 e no início dos anos 2000 em rede nacional. A audiência corresponde à estatura do programa.

Ai do TP se travar

Há duas semanas no ar, a CNN Brasil ainda precisa de tempo para mostrar do que realmente é capaz. Até aqui, porém, segue levando um baile da GloboNews. Além do Grande Debate, que movimenta as redes sociais, e acaba de ser desfalcado com a saída de Gabriela Prioli, o Expresso CNN, de Monalisa Perrone, surge como uma boa opção. Porém, âncoras robotizados e com espírito de comediante destoam do time.

Fonte: RD1
Share on Google Plus

About Pablo Falante

0 Post a Comment:

Postar um comentário