Fábio Porchat fala sobre oposição pública a Bolsonaro (Imagem: Reprodução / Instagram)
Fábio Porchat apresentou atitudes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que motivaram o seu descontentamento ao atual governo. O apresentador do GNT afirmou que o posicionamento das redes sociais em meio ao caos político em Brasília se tornou fundamental e indispensável e mostrou medo pela democracia.
Como exemplos positivos da oposição na web, o famoso citou Felipe Neto e sua recente participação no Roda Viva. “Acho que quanto mais gente na luta contra o fascismo, melhor. Neste momento em que estamos vivendo, em que estamos caminhando para um lado muito sombrio politicamente, com um presidente que está matando as pessoas com os atos dele, eu acho difícil se manter calado”, afirmou em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.
Fábio lembrou que Bolsonaro “está induzindo pessoas a tomar remédios que a medicina diz que não servem”, em referência ao uso da cloroquina no tratamento da covid-19. “Está saindo sem máscara, está indo a aglomerações de defendem o fechamento do STF, defendem o AI-5”, enumerou
“Eu nunca imaginei na minha vida que eu ia ter que voltar tanto na luta que a geração do meu pai travou, que a geração dos meus avós viu tão de perto. É muito maluco isso. Por isso acho tão importante que as pessoas nesse momento se posicionem a favor da democracia, a favor de estarmos atentos”, ressaltou o ex-Record.
Em isolamento e longe do estúdio, o comediante falou que não foi um problema suas entrevistas com nomes da política, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a ex-ministra Marina Silva (Rede) e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).
“Enveredei pelo lado da política e isso tem funcionado. Estava com medo do público ir contra, de não querer misturar, mas acho que o Brasil está tão político que no fim das contas tudo termina em Bolsonaro um pouco, né?”, avaliou.
Porchat destacou que a inocência em alguns assuntos políticos ajudou nas entrevistas com os líderes da política. “Tenho feito esses bate-papos com políticos de todas as alas, todos os lugares e orientações, justamente para ouvir. Como eu não sou jornalista, não tenho muito essa obrigação de saber. Quando o jornalista vai entrevistar a pessoa, ele tem que saber o que está acontecendo, tem um compromisso com o dado, mas eu posso ser um ignorante, entendeu? Eu, como Fábio, posso dizer ‘não entendi, me explica isso'”, argumentou.

Fonte: RD1