Violência política é inaceitável


O clima está pesado em nosso país. Não coloco isso na conta da tal polarização, pois esta é parte natural e até desejável da política. Identificar os polos é crucial para saber em quem votar. Um lado é defensor da banalização do aborto, o outro sai em defesa incondicional da vida. Um lado quer o estado gigante e controlador, o outro quer liberdade individual. E por aí vai.


Mas o tribalismo do "nós contra eles", e pior, a demonização do adversário, isso pode ser perigoso. Se do outro lado não enxergamos indivíduos equivocados, mas sim monstros perigosos, então estamos a um passo da morte da política e sua substituição pela simples luta pela sobrevivência.


É por isso que o esforço midiático em rotular um dos lados como "fascista" ou mesmo "genocida", enquanto o outro lado, bem mais radical e corrupto, acaba chamado de "democrata", em nada ajuda no ambiente.


E chegamos a casos trágicos como a morte de uma pessoa por questões políticas. A esquerda está adorando o episódio de Foz do Iguaçu, mas nada fala da violência promovida e enaltecida pelo seu próprio "time". À direita, o que se observa é uma condenação veemente e generalizada do ocorrido, ao contrário do que se vê na esquerda, que muitas vezes justifica a violência como "redentora", já que, para socialistas, os "nobres" fins justificam quaisquer meios.


Fonte: gazetadopovo


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